Policial rodoviário é preso por receber propina na BR-343 para liberar veículos

Eraldo de Castro Brandão (Foto: Reprodução)

O policial rodoviário federal Eraldo de Castro Brandão cobrava propina dos motoristas que passavam pelo posto de Campo Maior, na BR 343, para permitir que os veículos irregulares não fossem impedidos de passar pela barreira da PRF. De acordo com a Corregedoria da Polícia Rodoviária, o suspeito chegava a receber cargas que estavam sendo transportadas para liberar os motoristas.

“Ele já estava sendo investigado há alguns meses e por isso começou a ser monitorado. Hoje nós concluímos esse trabalho com a autuação em flagrante, quando ele recebia favorecimento indevido durante uma barreira policial”, disse o corregedor da PRF, inspetor Francisco das Chagas Lopes Sobrinho, em entrevista ao Portal AZ.

O corregedor destacou que o auto da prisão será remetido a uma audiência de custódia que deverá homologar ou não pela Justiça Federal. Caso seja homologado, Eraldo de Castro poderá permanecer preso ou responder em liberdade pelo crime de corrupção passiva com pena de até 12 anos.

“Ele foi enquadrado por corrupção passiva que é quando você solicita ou recebe qualquer tipo de vantagem indevida no exercício do cargo. Havíamos recebido algumas denúncias não só desse servidor, como também de outros relacionados ao trecho da BR 343, e a Corregedoria Geral junto com a Corregedoria Regional fez uma filtragem dessas informações. Foi realmente constatado que teve a obtenção da vantagem indevida ao qual ele foi autuado em flagrante”, destacou.

Ainda segundo o inspetor, mesmo quando eram constatadas irregularidades, nenhum procedimento era efetivado na maior parte das abordagens feitas por Eraldo.

O condutor que repassou a mercadoria em questão ao policial também será responsabilizado. “A delegacia vai apurar se realmente houve corrupção ativa por parte do motorista. No nosso caso em específico , a PRF vai apurar a conduta do servidor”, destacou.

O corregedor regional da PRF, o inspetor Francisco das Chagas Lopes Sobrinho, orienta os condutores a denunciarem atitudes como a do policial detido. “Se você verificar que determinado policial está querendo obter uma vantagem indevida, não conceda porque você também será responsabilizado. Temos as ouvidorias, na qual a denúncia é remetida para que possamos fazer o processo de apuração. Ficamos tristes pelo fato que aconteceu, mas nós temos que ter firmeza, pois não coadunamos com ilicitudes dentro da PRF”, afirmou.

Defesa

“A meu ver não seria um flagrante de corrupção administrativa”, diz o advogado que está fazendo a defesa do policial rodoviário federal Eraldo de Castro Brandão. O policial foi preso na manhã desta quinta-feira (28/09) no posto da PRF do município de Campo Maior, onde é suspeito de ter atuado com irregularidade funcional.

Em entrevista à TV Cidade Verde, o advogado Francisco Silva explica que Eraldo passou a ser suspeito depois que um caminhoneiro, amigo do PRF, teria lhe presentado com uma caixa de verdura no valor de 20 reais.

“Ele tirou a caixa do caminhão e levou até o carro da PRF que estava no pátio do próprio posto. Se fosse uma coisa ilícita, geralmente ocorre na clandestinidade, de forma velada. Daí entender que isso é um ato de corrupção eu já acho um exagero, mas respeitamos o poder discricionário da autoridade policial”, afirma.

De acordo com o advogado, Eraldo atua há 21 anos na PRF e até então não se envolveu em nenhum procedimento administrativo de cunho patrimonial.

“Ele fez uma abordagem normalmente no veículo e não tinha nenhuma irregularidade que necessitasse que o agente fizesse algum procedimento ou deixasse de fazer por receber a caixa de verduras”, afirma.

No início da tarde de hoje, o policial foi encaminhado por uma equipe da Corregedoria da PRF para ser interrogado na sede da Polícia Federal. Ele deve ser encaminhado a uma cela especial, ou no Quartel do Comando Geral (QCG), ou no Corpo de Bombeiros.

Nota de Esclarecimento

A Corregedoria de Policia Rodoviária Federal prendeu nesta manha de quinta feira (28) no Posto de Campo Maior um PRF, onde trabalhava, pela pratica de irregularidade funcional.

A Corregedoria ainda está fazendo os procedimentos, ouvindo o depoimento do Policial e, na parte da tarde, após a conclusão de todos os procedimentos a Policia se manifestara com mais esclarecimentos a respeito do caso.                Fonte:  PortalAz

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