Jaguatirica é atropelada e morta na BR 343, em Altos

Jaguatirica é atropelada e morta na BR 343, em Altos

23 de maio de 2024 às 13:19Por Redação

Uma jaguatirica foi encontrada morta às margens da BR 345, que liga Teresina ao litoral do estado. Agentes temporários da Floresta Nacional dos Palmares encontraram o animal por volta das 6h, desta quarta-feira (22) quando estavam iniciando o turno de trabalho. A suspeita é que o animal tenha sido atropelado durante a noite ou a madrugada.

Segundo o Gaspar Alencar, chefe da unidade conservação, trata-se de um animal adulto. O animal pesa 25 quilos e mede um metro – da cabeça até a ponta da cauda.

O resgate contou com o apoio de um professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), que transportou a equipe do ICMBio até o local e fez a entrega da carcaça para o Centro de Ciências da Natureza da Ufpi.

Gaspar Alencar explicou ainda que esse é o terceiro felino encontrado sem vida nas proximidades da floresta desde 2016, quando a unidade de conservação iniciou o trabalho de monitoramento da fauna atropelada na região.

“Essas espécies de topo de cadeia, como onça suçuarana, onça pintada e jaguatiricas, precisam de, aproximadamente, 30 quilômetros quadrados para sobreviver. Então como a Floresta dos Palmares é pequena, esses animais transitam pela BR em busca de alimento e acabam sendo atropelados”, explica.

O gestor reforça que existe a necessidade de investir em práticas que reforcem a educação no trânsito, a sinalização que informe a presença desses animais e a construção de corredores ecológicos para que os animais possam fazer a travessia em segurança.

“É importante e urgente que se reforce a sinalização nesses corredores ecológicos e, ainda, que sejam instalados redutores de velocidade na frente da floresta, para que os veículos possa trafegar numa velocidade mais baixa e se reduza o risco de atropelamento. O redutor também vai ajudar a reduzir o ruído que vem da BR, ele estressa os animais e atrapalha o trabalho de observação de pássaros realizados por pesquisadores aqui”, explicou.

A carcaça do animal foi doada para a Universidade Federal do Piauí, para que ela possa ser preservada e estudada por professores e alunos. O parque não dispõe de freezer para fazer a conservação desses animais, e a caminhonete utilizada para deslocamentos de equipes está com problemas mecânicos.  CidadeVerde

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