Com mais de 14 mil casos de dengue neste ano, Piauí receberá 17 mil vacinas para aplicação

Com mais de 14 mil casos de dengue neste ano, Piauí receberá 17 mil vacinas para aplicação

01 de agosto de 2024 às 21:36Por Rodolfo Valentim

O Piauí receberá na próxima semana 17 mil vacinas contra a dengue para a aplicação da segunda dose. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) ao Cidadeverde.com.

De acordo com a Sesapi, os imunizantes serão enviados aos municípios que integram o território Entre Rios, onde a capital Teresina está incluída, e também para os municípios da Chapada das Mangabeiras. O público-alvo da campanha são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Ainda segundo a secretaria, o Ministério da Saúde não confirmou quando enviará novas remessas da primeira dose da vacina contra a
dengue para o Piauí.

No momento da vacinação, é necessário apresentar CPF ou cartão do SUS, documento de identificação, caderneta de vacina e um
comprovante de endereço de Teresina.

O Piauí já registrou 21 óbitos por dengue em 2024. O Painel Temático da Dengue no Piauí mostra também que o estado possui 4 mortes em investigação e 14.483 casos prováveis, sendo 55,2% mulheres e 44,8% homens.

A doença tem atingido principalmente pessoas entre 20 e 29 anos, seguidas pelas faixas etárias de 30 a 49 anos.
Cuidado com os criadouros do mosquito

Dentro de casa ou em locais públicos, é preciso ter cuidado com locais que acumulam água parada que possam estar servindo de
nascedouro para os mosquitos. Esgotos com água parada, matos em calçadas próximo de casa e lixos acumulados são grandes violões no combate à doença.

Os ovos do mosquito Aedes aegypti são de extrema resistência e podem suportar em um recipiente, sem ter entrado em contato com a água, entre 300 e 400 dias.

Atente-se aos vasos de plantas

Coloque areia até a borda dos pratinhos para evitar o acúmulo de água. Alternativamente, lave-os uma vez por semana com sabão e
escova.

Livre-se de objetos que acumulam água

Dê o destino correto a latas, garrafas, potes, pneus e qualquer outro tipo de objeto que possa servir como criadouro, optando pela
reciclagem sempre que possível.

Armazene garrafas da forma correta

Se você deseja guardar garrafas e outros objetos que podem acumular água, armazene-os tampados ou com a boca para baixo.
Evite a contaminação de calhas e caixas-d’água

As calhas devem ser mantidas desobstruídas e livres de folhas e galhos, enquanto a caixa-d’água deve estar sempre bem tampada.

Higienize recipientes que armazenam água

Tanques, barris e tonéis utilizados para guardar água da chuva, por exemplo, devem ficar tampados e ser higienizados semanalmente
com escova e sabão. As piscinas devem ser tratadas com cloro.

Tenha cuidado com o lixo

Amarre bem as sacolas e deposite-as em lixeiras fora do alcance de animais. Não jogue lixo em terrenos baldios.

Utilize proteção individual

As medidas coletivas de proteção podem ser complementadas com cuidados como o uso de repelentes e inseticidas, a instalação de
mosquiteiros e telas em portas e janelas e a preferência por roupas de mangas compridas.

Atenção aos sintomas da doença

A infecção por dengue pode ser assintomática ou apresentar quadro leve em alguns casos. Mesmo assim, é muito importante a população ficar atenta aos sinais, pois a doença pode evoluir rapidamente de um quadro leve para um quadro mais grave.

Os principais sintomas da dengue são febre, dor no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, dor abdominal intensa, vômitos, letargia ou irritabilidade.

Caso seja identificado algum sintoma da doença, a recomendação é procurar por uma unidade de saúde para realizar todos os
procedimentos necessários. O médico identificará os sinais a partir de uma pesquisa com o próprio paciente e seguirá o protocolo oficial, que podem incluir exames laboratoriais.

Para os casos leves, a recomendação é repouso, enquanto durar a febre; hidratação (ingestão de líquidos); administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre; e não administração de ácido acetilsalicílico. Na maioria dos casos, há uma cura espontânea depois de 10 dias.

É muito importante retornar imediatamente ao serviço de saúde em caso de sinais de alarme (dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas). O protocolo sugere a internação do paciente para o manejo clínico adequado.

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