
Com a volta às aulas, aumenta a preocupação com casos de piolhos entre crianças. Um dos sinais de alerta é a coceira considerada insuportável no couro cabeludo, atrás das orelhas e nuca.
A dermatologista Sara Severo alertou , em entrevista à TV Clube, que os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais da infestação. Ela reforça que o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar feridas e infecções causadas pelo contato com unhas sujas.
“Como causa essa coceira insuportável, às vezes a criança vai com a mão suja e o que era um piolho vira uma infecção bacteriana secundária e se torna necessário entrar com antibiótico e afastar a criança de suas atividades”, disse a médica.
- Observar se a criança está coçando a cabeça com frequência;
- Evitar brincadeiras com contato direto entre cabeças;
- Não permitir o compartilhamento de objetos pessoais, como pentes e acessórios de cabelo;
- Em caso de infestação, usar medicamentos específicos, pente fino e fazer a retirada manual dos piolhos.
Pais e responsáveis também devem manter contato com a escola para informar casos de piolhos e ficar atentos a possíveis comunicados sobre surtos entre os alunos.
O tratamento contra piolhos
A incidência de piolhos costuma aumentar nos dias mais quentes, já que o calor facilita a proliferação. Por isso, é comum que mais crianças apresentem casos durante esse período.
Os piolhos se alimentam de sangue cerca de quatro vezes por dia e usam pequenas garras para se prender ao couro cabeludo. Eles vivem, em média, 40 dias.
Os ovos dos piolhos são chamados de lêndeas — pequenas bolinhas brancas visíveis no cabelo. Eles são depositados na raiz, grudam nos fios e são difíceis de retirar. G1-PI
