Justiça mantém prisão de vereadora Tatiana Medeiros e do namorado acusados por corrupção eleitoral e outros crimes em Teresina

Justiça mantém prisão de vereadora Tatiana Medeiros e do namorado acusados por corrupção eleitoral e outros crimes em Teresina

22 de agosto de 2025 às 23:03Por Redação

Justiça Eleitoral manteve a prisão preventiva de Alandilson Passos e a prisão domiciliar da vereadora Tatiana Medeiros. Os réus foram denunciados em maio por corrupção eleitoral, organização criminosa e outros crimes. Conforme o Direito Penal, prisões preventivas são revisadas com 90 dias. Na quarta-feira (20), a prisão dos réus chegou a esse prazo.

Mas na decisão da Justiça Eleitoral, esse limite de dias não implica liberação automática, segundo o Supremo Tribunal Federal. A juíza Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 1ª Zona Eleitoral, publicou a decisão na quarta (20) mantendo as prisões. Segundo ela, há risco à ordem pública e indícios graves contra os acusados.

Além disso, Stênio Ferreira Santos, padrasto da vereadora, pediu à Justiça o afastamento da acusação de organização criminosa. Ele também solicitou acesso aos dados dos celulares apreendidos e a intimação de testemunhas.

O pedido para retirar a acusação foi negado. No entanto, a juíza autorizou o acesso às mensagens do celular de Stênio e, nos aparelhos de terceiros, às conversas em que ele aparece.

Relembre o caso

Caso Tatiana Medeiros: mensagens indicam o contato da vereadora com o namorado

Alandilson Cardoso Passos teve o mandado de prisão cumprido em 3 de abril de 2024, enquanto já estava detido em Minas Gerais. Sua prisão preventiva foi decretada em 23 de março de 2025. Em junho, ele foi incluído no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por suspeita de usar telefone para se comunicar com Tatiana enquanto ambos estavam presos.

Tatiana Teixeira Medeiros foi presa em 3 de abril de 2025, após mandado de prisão preventiva expedido em 23 de março. Em 3 de junho, a Justiça converteu a prisão em domiciliar, com medidas cautelares, devido a doença grave, mesmo após relatos de falta grave no presídio.

Além da prisão preventiva, a Justiça Eleitoral determinou também o afastamento dela do cargo de vereadora. O suplente da parlamentar, Leondidas Júnior (PSB), assumiu a vaga após 60 dias da medida cautelar, conforme prevê o regimento interno da Câmara.

Em 22 de maio, Tatiana, Alandilson e outras sete pessoas — incluindo familiares e assessores da vereadora — foram tornadas réus pela Justiça por corrupção eleitoral, organização criminosa e outros crimes. Durante os dois meses em que esteve detida no Quartel do Comando Geral, Tatiana passou mal e foi internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e Hospital da Polícia Militar (HPM).

Devido ao seu estado de saúde, a juíza da 1ª Zona Eleitoral de Teresina, Junia Maria Feitosa, converteu a prisão preventiva da parlamentar em prisão domiciliar na última terça.

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