
O guarda civil Francisco Fernando de Oliveira Castro foi indiciado pelas mortes da comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro (PL), e pela tentativa de homicídio do taxista Paulo César Lopes Pereira. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (4), pela Polícia Civil.
O inquérito foi concluído pela delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ela, o guarda civil foi indiciado por feminicídio consumado e majorado; homicídio qualificado por motivo torpe, sem chance de defesa das vítimas, meio cruel e perigo comum; e tentativa de homicídio qualificado.
O guarda civil Francisco Castro é ex-marido de Penélope, foi preso na capital horas após o crime e autuado em flagrante. Ele mantinha sete armas e centenas de munições, que foram apreendidas pela Polícia Civil também no dia 27 de agosto.
Segundo a delegada, o guarda civil agiu com extrema violência e de forma premeditada – pois teria descoberto que Penélope e Thiciano estavam em Teresina após o vereador divulgar compromissos na capital em redes sociais.
“Ficou muito claro para nós que ele não se importava se pudesse alvejar outras pessoas. Um taxista que estava no local foi atingido de raspão e sobreviveu, mas consta no inquérito como vítima de tentativa de homicídio qualificado”, explicou Nathália Figueiredo.
A investigação reuniu depoimentos de familiares e amigos das vítimas, além de laudos periciais. A Polícia Civil concluiu que Francisco não aceitava o fim do relacionamento com Penélope e tinha comportamento controlador e agressivo.
Quem eram as vítimas?
Thiciano Ribeiro da Cruz, de 41 anos, era o primeiro suplente do Partido Liberal (PL) na cidade de Parnaíba e assumiu o cargo de vereador no dia 12 de maio. Ele era advogado e foi secretário de transportes do município antes de assumir a função na Câmara.
