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Stanley Freire, ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), foi um dos alvos da Operação Interpostos, da Polícia Civil do Piauí (PCPI), deflagrada nesta terça-feira (14). A investigação está entrelaçada com a Operação Gabinete de Ouro, que também apura um esquema de lavagem de dinheiro durante a gestão do ex-prefeito da capital, Dr. Pessoa.
O Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Deccor) cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório dele, que exerceu cargo de vereador de 2019 a 2020. Dois ex-vereadores de Teresina também estão entre os alvos da operação.
“A operação Interpostos deflagrada se refere a essa movimentação financeira, principalmente entre dois ex-parlamentares. Um desses ex-parlamentares movimentou cerca de R$ 5 milhões em 2022 e, entre 2020 e 2023, cerca de R$ 14 milhões. Nós observamos que um dono de empresa, que é ex-parlamentar, teria firmado contratos com o poder público utilizando interpostos, ou seja, terceiros atuando como sócios ocultos, possivelmente para dissimular patrimônio”, explicou a delegada Bernadete Santana, da Deccor.
O advogado de Stanley, Deomar Fonseca, informou que já foram apresentados esclarecimentos e documentos que comprovam a licitude das movimentações financeiras investigadas pela Deccor.
“Aguardar que o delegado faça a apuração do que foi apreendido hoje, alguns documentos e aparelhos eletrônicos, acreditamos que não será encontrado nada de ilícito”, afirmou o advogado.
Também parte da defesa de Stanley, o advogado Lúcio Tadeu afirmou que todos os questionamentos do inquérito já haviam sido justificados. “Não entendemos o motivo dessa operação de hoje”, declarou.
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Ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura é alvo de mandado em operação contra lavagem de dinheiro — Foto: Reprodução
Operação Gabinete de Ouro
A operação Gabinete de Ouro prendeu quatro pessoas suspeitas de corrupção durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa entre 2021 e 2024. Entre elas, Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete da prefeitura de Teresina, apontada como a ‘protagonista de um grupo criminoso’ dentro da gestão pela investigação, segundo o delegado Ferdinando Martins.
A operação Gabinete de Ouro investiga a movimentação de cerca de R$ 75 milhões. Segundo a Polícia, Sol e outros dois ex-servidores, além de um empresário, ficarão presos temporariamente.
Na operação Gabinete de Ouro, a Deccor cumpriu mandados de prisão temporária contra a ex-chefe de gabinete, dois ex-servidores e um empresário. O delegado destacou que entre os bens apreendidos, estão uma casa, um apartamento, um sítio, aparelhos eletrônicos e bolsas de luxo.
A Operação Gabinete de Ouro também prendeu o empresário Marcus Almeida de Moura, que atuava como servidor terceirizado na gestão do ex-prefeito. O g1 procura as defesas dos citados.
Dr. Pessoa nega parentesco com ex-chefe de gabinete
Em nota, o ex-prefeito Dr. Pessoa declarou que não possui parentesco com Sol Pessoa. Segundo ele, todos os contratos realizados durante sua gestão foram firmados sobre licitações. Confira a nota na íntegra:
“O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, vem a público esclarecer que a senhora Sol Pessoa, mencionada em notícia sobre recente prisão, não possui qualquer grau de parentesco com ele, tratando-se apenas de coincidência de sobrenome.
Durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Teresina, todos os contratos foram realizados mediante regular processo licitatório, a partir de solicitações das respectivas Secretarias, e com acompanhamento e fiscalização dos fiscais de contrato e da Secretaria Municipal de Administração.
Por fim, o ex-prefeito reafirma seu compromisso com a transparência, a probidade e o respeito ao erário público, valores que sempre pautaram sua vida pública e sua atuação como gestor.”
Fonte: G1-PI
