Lista de mortos em megaoperação no Rio de Janeiro é divulgada; veja

Lista de mortos em megaoperação no Rio de Janeiro é divulgada; veja

31 de outubro de 2025 às 16:22Por Rodolfo Valentim

A megaoperação policial realizada na terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha revelou a dimensão do controle do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, a ação mobilizou uma força-tarefa do Instituto Médico-Legal (IML) para identificação dos corpos.

Na manhã desta sexta-feira (31), a cúpula da Segurança Pública divulgou detalhes sobre os alvos e vítimas da operação. O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, informou que, dos 117 suspeitos mortos, 99 já foram identificados, sendo que 78 possuíam histórico criminal, incluindo homicídios e tráfico de drogas, e 42 tinham mandados de prisão em aberto. Entre os líderes do crime eliminados estão:

DG e FB, ambos chefes do tráfico na Bahia;

Mazola, em Feira de Santana (BA);

PP, no Pará;

Chico Rato e Gringo, em Manaus (AM);

Russo, em Vitória (ES);

Fernando Henrique dos Santos, em Goiás;

Rodinha, em Itaberaí (GO).

Além disso, 39 dos mortos eram de outros estados, como Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraíba. Segundo Curi, os complexos da Penha e do Alemão funcionam como QG nacional do CV, com treinamentos de tiros que preparam integrantes para espalhar a facção pelo país.

Ele destacou: “A investigação e as informações de inteligência mostram que lá nos complexos da Penha e do Alemão são onde são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”.

O governador Cláudio Castro reforçou o compromisso do governo: “Nosso trabalho é livrar a sociedade do tráfico, da milícia, de todo aquele que prejudica o nosso direito de ir e vir. Nós continuaremos trabalhando com técnica e respeito à lei, para que a gente possa estar devolvendo o direito de ir e vir”.

A operação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, visava desarticular o Comando Vermelho, cumprindo aproximadamente 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão. O confronto mais intenso ocorreu na Serra da Misericórdia, onde dezenas de corpos foram levados à Praça São Lucas, no Complexo da Penha, para facilitar o reconhecimento.

Moradores relatam cenas de horror: “Eu moro aqui há 58 anos. Nunca vi isso. Vai ser difícil esquecer. Essa cena aqui pra mim foi trágica”, afirmou uma moradora. Outro comparou a ação a uma catástrofe natural: “A cidade tá igual tragédia, como quando tem tsunami, terremoto, com corpo espalhado em cima do outro”.

O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, conseguiu escapar. Considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade, ele está abaixo apenas de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, presos em penitenciárias federais. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o criminoso utilizou “soldados” do tráfico para abrir passagem e fugir. O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil por informações que levem ao paradeiro de Doca.

O balanço final da operação inclui:

121 mortes, sendo 117 suspeitos e 4 policiais;

113 presos, incluindo 33 de outros estados;

10 menores infratores apreendidos;

91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver apreendidos;

1 tonelada de drogas confiscada.

 

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