Mais de 2,5 milhões de eleitores podem votar no Piauí em 2026

Mais de 2,5 milhões de eleitores podem votar no Piauí em 2026

28 de dezembro de 2025 às 14:49Por Redação

Em 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 2.698.764 eleitores estão aptos a votar no Piauí para escolher quem ocupará a Presidência da República e o Governo do Estado no mandato relativo ao período de 2027 a 2030.

Além dos cargos majoritários, os eleitores do Piauí elegerão dois representantes para o Senado Federal, 10 representantes para a Câmara dos Deputados e 30 deputados que ocuparão cadeira na Assembleia Legislativa.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), desembargador Sebastião Martins, a propaganda política começa efetivamente no dia 16 de agosto. E os dias de votação serão no domingo do dia 4 de outubro, quando acontece o 1° turno, e depois no dia 25 de outubro, em caso de 2° turno.

“Estamos aguardando a aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral e vamos dar cumprimento ao calendário eleitoral seguindo as normas e resoluções” afirma o presidente do TRE-PI.

Em entrevista ao g1, o presidente do TRE alertou ainda que o eleitor terá até o dia 6 de maio para procurar um posto ou cartório eleitoral para regularizar o título de eleitor, incluindo a captura da biometria.

Segundo o TSE, 5,18% do eleitorado piauiense ainda não fez o cadastro da biometria, um total de 139.859 eleitores.

Além dos postos físicos, alguns serviços estão disponíveis online, como: primeiro título de eleitor para jovens de 16 e 17 anos, 2ª via do título, transferência de local de votação, quitação de multas e inclusão de nome social.

Basta o eleitor acessar a página de Autoatendimento eleitoral do TRE-PI.

A escolha do candidato e o cenário local

Para o cientista político Victor Sandes, o eleitor viverá um desafio para escolher em quem votar, principalmente, por causa do componente que tem mudado as campanhas políticas: o excesso de fontes de informação.

“O maior desafio é lidar com a alta complexidade informacional: decidir sobre seis cargos em um ambiente de excesso de informações e desinformação. Além disso, há o elemento relativo ao processo de votação em si. O sistema proporcional de lista aberta aumenta o personalismo e dificulta a compreensão do eleitor sobre o processo complexo de escolha dos candidatos” afirma Victor Sandes.

“Com a tendência de redução da fragmentação partidária, já observada em 2022, diante dos efeitos do fim das coligações nas disputas proporcionais e da cláusula de desempenho, os partidos com maior força política no estado, como PT, MDB e PP, por exemplo, devem ocupar a maior parte das cadeiras. Trata-se, portanto, de um pleito em que muito está em disputa, sobretudo porque serão duas cadeiras para o Senado em disputa” reafirma Victor Sandes.

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