Agricultor do Piauí pode ser primeiro humano com febre do Nilo no país

Agricultor do Piauí pode ser primeiro humano com febre do Nilo no país

29 de setembro de 2014 às 22:27Por Rodolfo Valentim

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Um agricultor de 52 anos pode ser o primeiro humano diagnosticado com a febre do Nilo Ocidental no Brasil, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi). A vítima não identificada esteve internada por 20 dias no Hospital de Doenças Infecto Contagiosas Natan Portela, em Teresina, e teve alta nesta segunda-feira (29). Segundo a Sesapi, um exame inicial confirmou
que o paciente estava infectado pelo vírus, mas um novo teste foi solicitado para comprovar a doença.

Especialistas do Ministério da Saúde e Fundação Evandro Chagas estiveram ainda na sexta-feira (26) em Teresina e confirmaram o caso.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Telma Evangelista, o agricultor está paralítico, com sintomas de febre alta, tremores, dor de cabeça, meningite e diarreia.

“O paciente trabalha como agricultor na fazenda de um veterinário na zona rural de Itainópolis, Sul do Piauí. Quando ele começou com os sintomas chegou a ser levado para a unidade de saúde da cidade onde mora e encaminhado para o Hospital de Urgência de Teresina.

Somente depois ficamos sabemos do caso e o levamos para o Natan Portela, onde foi diagnosticado com a encefalite e caso seja realmente confirmado no segundo exame a febre do Nilo, será o primeiro caso humano no Brasil”, contou.

Telma Evangelista revelou ainda que como o agricultor tem contato direto com os animais, técnicos da Sesapi coletaram mosquitos e sangue de animais do local onde ele trabalha. “Foram coletados amostras, principalmente de cavalos, já que os equinos são mais prováveis de serem
contaminados e passarem o vírus através do sangue ao mosquito transmissor. Ao ser picado o homem contrai a doença”, explicou.

Não há tratamento nem vacina disponível para humanos. Para os casos severos, a internação é obrigatória devido à necessidade de terapia intensiva, reposição intravenosa de líquidos, manejo das vias aéreas, prevenção de infecções secundárias, entre outras. O tratamento é sintomático, atingindo apenas os sintomas que esse paciente estiver apresentando.  G1-PI

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