Após 10 anos, catadora do lixão revela que tinha vergonha e hoje sente a profissão ser valorizada

Após 10 anos, catadora do lixão revela que tinha vergonha e hoje sente a profissão ser valorizada

23 de fevereiro de 2015 às 20:35Por Rodolfo Valentim

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A piripiriense Maria Lucineide trabalha no lixão de Piripiri há dez anos e, em entrevista, revelou que, após todo esse tempo, somente hoje sente sua profissão sendo valorizada, ganhando dignidade e deixando a vergonha que sentia.

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“Antes eu tinha vergonha de falar onde eu trabalhava. Hoje em dia não tenho mais. Não tenho vergonha. Hoje eu vejo o meu trabalho sendo valorizado e nós sendo vistos de uma forma melhor pelas pessoas”, disse.

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Desde 2013, a SETAS incentiva, promove reuniões e acompanha os catadores. No último sábado (21), a Prefeitura de Piripiri realizou a inauguração a reforma da sede dos catadores, localizada no lixão, na BR 343, e fez a entrega de alguns itens, como um bebedouro, freezer, fogão e mesa com conjunto de cadeiras. Equipamentos de Proteção Individual serão entregues nos próximos dias, segundo o secretário da SEDESP, Valdinar Sales. Um poço foi recentemente perfurado e já está sendo usado, sendo eleito pelos catadores a principal benfeitoria entregue.

“Muitas vezes a gente ia embora porque não tinha água e, como é longe da cidade, a gente não voltava mais naquele dia. Com o bebedouro e o freezer, tá outra coisa aqui também. Tem melhorado bastante pra gente. A gente pode até tomar banho por aqui mesmo”, relata dona Maria.

Dona Maria trabalha com a coleta plástico, alumínio, metal e ferro e, segundo ela, o valor de venda dos materiais recentemente deu uma valorizada, melhorando o valor arrecadado na atividade para contribuir com a renda da casa, onde mora com o esposo e filhos.

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Além de estar tirando sua renda da atividade, o meio ambiente é beneficiado também com o serviço de coleta, uma atividade que, para Dona Maria, era ignorada pelo poder público.

“Antes, com o antigo prefeito, por aqui ele nem andava. O prefeito agora sempre tá por aqui e vendo como é que a gente tá. Acho importante, pois a gente também é gente e precisa ser visto e ouvido, como a estamos agora”, finalizou.

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