Comandante da PM de Batalha ordena prisão do próprio pai após briga em bar em Batalha

Comandante da PM de Batalha ordena prisão do próprio pai após briga em bar em Batalha

06 de março de 2015 às 22:39Por Rodolfo Valentim

vitimahospitallO comandante da Polícia Militar de Batalha, a 154 km de Teresina, ordenou a prisão do próprio pai após uma briga em um bar na cidade. O sargento Messias Machado, comandante da PM, contou ao Cidadeverde.com que o pai perdeu o controle após ameaças feitas por um rapaz.

“É verdade, eu mesmo mandei que recolhessem ele a delegacia. Meu pai foi ameaçado, se descontrolou e desferiu dois golpes de facão no rapaz. Eu tive que fazer isso. A juíza da cidade arbitrou uma fiança para o caso dele, que já foi paga e ele já está solto”, contou o policial.

De acordo com o delegado titular da cidade, Marcelo Dias Aguiar, o idoso de 70 anos foi autuado por lesão corporal grave e teve que dormir na delegacia. “Eles estavam em um bar no mercado, e nem se conheciam. Parece que a vítima derrubou uma cerveja, ele teria ficado com raiva e cortou a vítima usando um facão. Ele foi autuado por lesão corporal grave e encaminhamos os autos para a Justiça”, explicou o delegado.

Marcelo Dias explicou ainda que o rapaz, vítima dos golpes, ainda não prestou depoimento pois está internado por conta dos ferimentos, mas não corre risco de morrer.

O sargento acrescenta que a vítima teria envolvimento com drogas e conta como foi a discussão no bar. “O rapaz é usuário de drogas e chegou no bar onde meu pai estava e pediu que ele pagasse uma bebida, ele negou e o rapaz começou a falar que meu pai queria aparecer porque era pai de comandante e chegou a ameaçar ele, foi aí que ele se descontrolou”, acrescentou o militar.

O rapaz também não teve a identificação digulgada pela Polícia, mas seu pai, o pedreiro Joaquim Barroso, afirma que o filho foi alvo de discriminação, pois a Polícia não teria procurado pela família para coletar informações sobre o crime.

“Meu filho foi agredido por um homem que anda armado. O hospital ficou lavado de sangue e nunca o delegado mandou saber como está o rapaz. Agora aquele homem anda por aí solto só porque é pai do comandante. Isso é discriminação com ele porque ele é filho de pedreiro pobre”, desabafou o pai da vítima.

O pedreiro conta ainda que teria sido o idoso preso que provocou seu filho. Segundo ele, o motivo da discussão seria as tatuagens e a reputação do filho, que já foi preso. “Ele tinha ido comprar um negócio no mercado e sentou para tomar umas. O homem chegou e olhou para o menino, que tem uma tatuagem no braço e disse que não gostava de malandro. O menino respondeu e ele disse que malandro entra no facão e já partiu pra cima dele. Meu filho já foi preso há muito tempo e tem até problemas no juízo. Isso não se faz”, lamentou o pedreiro.

O delegado Marcelo Dias, explicou ao Cidadeverde.com que para qualquer inquérito é estabelecido o prazo mínimo de dez dias para a conclusão, no caso da soltura do acusado, o prazo passa a ser de trinta dias. “Nós temos trinta dias para ouvir todos e ele pode ter certeza que todos serão ouvidos. Não há privilégios para ninguém, tanto que ele foi autuado e permaneceu preso”, pontuou.               Cidadeverde

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