Governador inaugura presídio, mas admite que superlotação continuará

Governador inaugura presídio, mas admite que superlotação continuará

11 de maio de 2015 às 19:34Por Rodolfo Valentim

img_9834O governador Wellington Dias inaugurou nesta segunda-feira (11) a Casa de Detenção Provisória de Altos, localizada a 20 Km de Teresina. O presídio tem 42 celas e capacidade para abrigar 142 presos. Apesar das novas vagas, Wellington declarou que a nova penitenciária não resolve o problema da superlotação das unidades prisionais do estado.

“Sabermos que este presídio não revolve a superlotação das penitenciárias no estado, mas ameniza o problema. Essa demanda somente será resolvida quando entregarmos a unidade prisional de Campo Maior, cuja obra parou por conta de pendências judiciais, e quando for construído outro presídio aqui em Altos com capacidade para 602 vagas”, afirmou o governador.

O secretário estadual de justiça, Daniel Oliveira, ressaltou que as unidades prisionais do estado possuem 3.550 presos, apesar de 2 mil vagas.

“Estas 142 vagas supera o número de vagas abertas nos últimos 12 anos. Além disso, estaremos em breve entregando os dois pavilhões na Casa de Custódia em Teresina, com capacidade para 160 internos. Nossa meta é zera o déficit até 2018 e assim abrir 1.500 vagas que é o déficit atual”, afirmou.

Sobre a possibilidade de colocar presos permanentes na unidade que deve receber somente detentos provisórios, o secretário afirmou que “está conversando com judiciário sobre o tema e assim tentar reduzir a população carcerária da Casa de Custódia que é a unidade que está mais lotada”.

A partir desta terça-feira inicia as transferências dos presos e segue até o fim da semana. O secretário diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Renato de Vitto, esteve na solenidade e destacou o uso da tecnologia nas vistorias.

“É muito bom saber que os familiares dos detentos não irão passar por constrangimentos durante as visitas, pois com a aquisição de aparelho de raio X e detectores de metais neste presídio, não será mais necessário que os visitantes fiquem despidos ou façam agachamentos para verificar a existência de algo ilícito. Este presidio segue os patrões de direitos humanos”, disse o diretor.

A casa de Detenção Provisória de Altos funcionará com 60 servidores, entre administrativos e agentes penitenciários. G1

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