Secretário afirma que escolas estão sem condições de funcionamento, enquanto prefeito fecha três escolas para transformar em secretarias em Piripiri

Secretário afirma que escolas estão sem condições de funcionamento, enquanto prefeito fecha três escolas para transformar em secretarias em Piripiri

15 de fevereiro de 2017 às 06:01Por Rodolfo Valentim

[Em 45 dias, Luiz Menezes cria medidas impopulares e propensas a sanção da justiça. Em projeto enviado a câmara, comissionados teriam aumento de até 100%]

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Há exatos quarenta e cinco dias da nova gestão no município de Piripiri, a população da cidade ainda não consegue olhar com perspectiva para o futuro. Muitas incertezas em relação ao chamamento dos concursados e o velho problema de atraso de salários. Mesmo com a orientação e a fiscalização batendo à porta dos municípios, alguns gestores parecem ignorar os alertas do TCE sobre gastos com pessoal, por ultrapassar o limite estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). No projeto enviado à Câmara, a Prefeitura de Piripiri em sessão extraordinária, tentava alterar o valor do salário dos cargos comissionados e, consequentemente, elevar a despesa com a folha do funcionalismo público municipal, mas que acabou não sendo votado pelo Legislativo. Está marcado para essa semana ainda, o início do Ano Legislativo. Fontes ligadas à atual gestão nas redes sociais informaram que o prefeito Luiz Menezes, fará pronunciamento oficial na primeira sessão do ano. É aguardado com muita ansiedade pela comunidade piripiriense que o prefeito possa apresentar as razões que justifiquem o atual cenário indigesto no município. Outro assunto amplamente discutido, diz respeito a educação municipal, principalmente o início das aulas e sobre a situação das escolas que receberam reformas ou foram reconstruídas na gestão anterior. O início do ano letivo acabou sendo procrastinado, sob a justificativa de degradação das escolas. Em contraste com essa realidade, a gestão decidiu fechar três escolas: Raul Formiga, Círculo Operário e Antenor de Araújo Freitas, deixando sem vaga em escola perto de casa vários alunos que transferidos para outras escolas municipais a km de distância, sem direito a transporte. De acordo com Maria dos Remédios, mãe de aluno, que esteve em reunião realizada pela SEDUC com os pais dos alunos das escolas desocupadas para dar lugar a secretarias, relatou que uma funcionária da SEDUC justificou que a distância serve como um incentivo para as crianças. “Até dezembro do ano passado, meus filhos iam no ônibus. Todo dia eu levava meus filhos e esperava do lado da Igreja (Matriz). Esses ônibus rodavam todo dia aí e, de repente, eles quebraram assim?”, Questionou a mãe! A lei garante que, conforme a distância entre a escola e a casa do aluno, o transporte escolar é necessário.

Uma das escolas desativadas pelo prefeito
Uma das escolas desativadas pelo prefeito

 

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