MP e PRF cumprem mandado de busca e apreensão na casa de prefeito de Cocal

MP e PRF cumprem mandado de busca e apreensão na casa de prefeito de Cocal

18 de outubro de 2018 às 15:32Por Redação

Policiais Rodoviários Federais e os procuradores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Rubens Vieira (PSDB), o prefeito da cidade de Cocal, 289 km de Teresina, nesta quinta-feira (18).

A assessoria de comunicação da prefeitura informou ao G1 que ainda vai se pronunciar.

A ação faz parte da 4ª fase da Operação Escamoteamento, que investiga crimes ligados a fraudes em processos licitatórios. Em abril de 2017, a prefeitura de Cocal foi alvo da primeira fase da Operação Escamoteamento. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no local.

À época, o promotor Romulo Cordão, coordenador do Gaeco, disse que as documentações apreendidas indicaram que a organização criminosa investigada agia desde o ano de 2013.

Em 7 de abril de 2017, foi deflagrada a 1ª fase da operação. Ao todo, 96 mandados judiciais foram cumpridos no Piauí e Ceará. O MPPI denunciou 13 pessoas. A ação foi resultado de um ano e quatro meses de investigação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações de obras públicas e prestações de serviços para prefeituras piauienses. Segundo o MPPI, servidores públicos e empresários estariam envolvidos no esquema, que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos.

Na segunda etapa da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, expedidos pelo Juiz de Direito da Comarca de Cocal. Os crimes teriam acontecido durante os anos de 2013 a 2015. Segundo promotora de justiça, a quadrilha adulterava editais para favorecer uma espécie de cartel.

O prejuízo estimado foi da ordem de R$ 18 milhões, segundo a Controladoria-Geral da União, que participou da operação. Em vídeo, uma colaboradora deu detalhes do esquema.

Oito pessoas foram presas no dia 23 de agosto na 3° fase da Operação Escamoteamento. A investigação teve como foco o desvio de recursos públicos do município de Buriti dos Lopes. O Ministério Público do Piauí solicitou o bloqueio no total de R$ 8.388.822,64 de bens dos investigados, que seria o total de prejuízo aos cofres públicos.

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