Programa Viva Piauí revela mistério da oitava cidade do Parque de Sete cidades

Programa Viva Piauí revela mistério da oitava cidade do Parque de Sete cidades

19 de outubro de 2013 às 23:41Por Rodolfo Valentim

A reportagem de Indira Gomes, revelou no especial Viva Piauí deste sábado a oitava cidade do Parque Nacional de Sete Cidades. O local, recebe esse nome por conta dos agrupamentos de formações rochosas, apelidados pelos moradores da região como cidades. A oitava cidade tem visitação proibida desde a década de 80, por conta do seu grande potencial de pesquisa.

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É no local, onde existem o maior número de projetos científicos em andamento e onde é possível encontrar nas rochas as mais variadas e incríveis inscrições rupestres. Na pedra do leque, que fica neste cenário escondido do parque, é possível citar um projeto de pesquisa sobre “entomofauna”, que reúne 17 doutores de todo o Brasil.

O local na verdade, era a sétima cidade quando o parque foi criado em 1961, mas com a proibição da visitação para não desfalcar o parque do nome, decidiram dividir uma das cidades em duas e deixar esta que se tornou a oitava cidade, isolada.

Toda a área do parque é protegida por lei federal para preservação dos ecossistemas e possui 6220 hectares entre as cidades de Brasileira e Piracuruca, a 180 km de Teresina.

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O Curiólogo
Apelidado de Curiólogo pela sua curiosidade incansável, Oziel Monteiro é guia, segurança, conselheiro e filho do parque, já que nasceu e vive no local. O guia, acompanha a visita da equipe de reportagem e conta histórias da época em que famílias como a sua viveram no local. Oziel, leva a equipe até o cemitério, escondido na vegetação. No local estão enterradas pelo menos 40 pessoas que moravam na região. O guia fala com orgulho e defende a preservação do local. “Essas estradas e trilhas foram abertas com o suor do meu avô e do meu pai. O parque é minha casa e meu laboratório a céu aberto e eu não posso pecar com a minha casa”, afirmou o curiólogo. Este título já rendeu destaque internacional para o guia, que teve matérias sobre seu dia-a-dia e sua história publicada em vários jornais e revistas pelo mundo.

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O Guia Poeta e o escultor
Seu Pontes, com 72 anos, impressiona pela rapidez e segurança com a qual sobe as pedras do parque, mas sua marca são os cordéis. O guia, hoje aposentado, escreveu poemas para cada formação homenageando e não deixando morrer as lendas e histórias locais como a dos três reis magos, representados nas rochas do parque. Mas não é só um poeta que guarda o parque, outro guia que acompanha a equipe nesta aventura apresenta suas esculturas feitas em pedra sabão, que impressionam pela delicadeza e precisão.

Mistérios e assombrações
Entre as surpresas que guardam o parque de Sete Cidades estão também as histórias de assombrações e tesouros contadas pelos guias do local. Segundo eles vários funcionários já deixaram o local por medo dos casos contados há anos. Um dos mais clássicos é o da “Guia Fantasma”, que trabalhou no parque e morreu em um acidente de moto em 2008, mas teria recebido um grupo de visitantes e levado até uma das cidades, quando pediu para atender o celular no mirante, único lugar onde funciona e sumiu.

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Visitas
A visitação no parque funciona todos os dias e os roteiros com guia variam entre R$ 30 e R$ 50 e para excursão existe uma parceria em que a taxa vai de R$ 3,50 a R$ 7.

Fonte: cidadeverde.com

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