Conselho Tutelar resgata menina de 12 anos grávida que vivia com homem de 25 em Teresina

Conselho Tutelar resgata menina de 12 anos grávida que vivia com homem de 25 em Teresina

27 de agosto de 2020 às 16:34Por Redação

O Conselho Tutelar resgatou nessa quarta-feira (26) uma menina de 12 anos que está grávida há pelo menos sete meses e que vivia como “esposa” de um homem de 25 anos, em Teresina. Segundo o Conselho Tutelar, ela era ainda vítima de violência doméstica. A menina foi retirada do local onde vivia com o homem e encaminhada para a casa de um familiar.

O flagrante aconteceu no início da noite e, segundo o conselheiro Jonathan Rocha, a menina morava com o homem, desde que a gravidez foi descoberta, em um quarto próximo da casa da avó.

A menina e a avó foram encaminhadas para a Central de Flagrantes de Teresina. De lá, a menina foi levada para o Serviço de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Sexual (Samvvis), para passar por exames periciais, e em seguida, levada para a casa de um familiar.

O caso deve ser investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O homem pode responder pelo crime de estupro de vulnerável. “Por mais que a menina tenha consentido com a relação, como ela tem apenas 12 anos, não deixa de ser um estupro de vulnerável”, explicou o conselheiro Jonathan.

O Conselho Tutelar vai ainda encaminhar o caso para o Ministério Público.

Segundo o Conselho, a menina descobriu a gravidez por um teste de farmácia, e procurou uma Unidade Básica de Saúde próximo de casa para confirmar a gestação. A gravidez foi confirmada e a menina teria sido encaminhada para a Maternidade Dona Evangelina Rosa.

Os conselheiros agora pretendem investigar com a rede de saúde para descobrir porque não foram informados sobre a situação da menina.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa, por meio de sua assessoria, informou ao G1 que “não faz denúncia” e que a obrigatoriedade de denunciar é do Conselho Tutelar. Sem detalhes sobre a vítima, a maternidade informou apenas que em casos do tipo a vítima é “medicada” e um laudo é emitido, a respeito do estupro, confirmado ou não o abuso. A maternidade não explicou, contudo, porque o Conselho Tutelar não foi acionado para atuar no caso.

A Fundação Municipal de Saúde, responsável pela UBS onde a menina foi atendida, foi procurada pelo G1 e ainda não se pronunciou sobre o caso.  G1-PI

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