Apreendida arma de policial militar suspeito de atirar durante show de Tarcísio do Acordeon em Teresina

Apreendida arma de policial militar suspeito de atirar durante show de Tarcísio do Acordeon em Teresina

06 de janeiro de 2022 às 21:47Por Redação

A Polícia Civil apreendeu, nesta quinta-feira (6), a arma de um soldado da Polícia Militar do Piauí (PM-PI) investigado como suspeito de ter dado pelo menos três tiros para o alto durante uma apresentação do cantor Tarcísio do Acordeon em Teresina, na madrugada de 19 de dezembro de 2021. Procurada pelo g1, a Corregedoria da PM informou que o caso também é investigado pela corporação.

O momento foi registrado em vídeo por uma pessoa que assistia ao show e estava filmando o palco na instante em que os disparos foram efetuados.

Em outro vídeo, publicado nas redes sociais do próprio cantor (assista acima) é possível ouvir o barulho dos tiros. Contudo, Tarcísio parece não perceber.

A Corregedoria da PM responsabilizou o 16º Batalhão, em José de Freitas, onde o policial é lotado, pela condução do Inquérito Policial Militar, que vai investigar o ocorrido e averiguar a conduta do soldado.

Segundo o delegado Paulo Gregório, do 5º Distrito Policial, ninguém ficou ferido. Entretanto, os disparos geraram risco às pessoas que estavam no evento e nas áreas ao redor do local.

“O disparo para cima gera um risco. Esses tiros poderiam atingir um apartamento, ou mesmo retornar e atingir alguém. Aconteceu em uma área com muitas pessoas, próximo ao shopping. A física já provou que o tiro para cima é sim perigoso”, comentou o delegado.

Depois dos tiros, o policial foi expulso pelos seguranças da casa de espetáculo. Depois, ele voltou para casa. Ele havia sido identificado pelos seguranças ainda na entrada do evento, e foi identificado por eles em depoimento à Polícia Civil.

Segundo o delegado Paulo Gregório, do 5º DP, a arma apreendida é uma pistola de calibre 9mm, que seria de uso pessoal do policial militar, e não sua arma oficial, da PM-PI.

Em depoimento, o policial confirmou que estava no local no dia do evento, mas negou que tenha atirado para cima.

“Ele nega, mas temos muitos indícios da autoria dele: a forma da arma no vídeo, os estojos de munição 9mm que encontramos no local e os depoimentos”, enumerou o delegado.

Conforme Paulo Gregório, o policial militar estava acompanhado pela esposa, que também é policial militar, de patente superior. O delegado afirmou que ela tinha o dever de dar voz de prisão ao marido por conta dos disparos, e não o fez.

O policial pode responder pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública. O inquérito policial será enviado para a Corregedoria da Polícia Militar, que deve analisar a conduta do policial e da esposa.       G1-PI

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