Justiça mantém prisão de suspeito de matar professor piauiense e investigação aponta crime por homofobia

Justiça mantém prisão de suspeito de matar professor piauiense e investigação aponta crime por homofobia

15 de janeiro de 2026 às 16:23Por Rodolfo Valentim

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva de Guilherme Silva, suspeito de assassinar o professor piauiense João Emmanuel, de 32 anos, morto no dia 4 de janeiro, em Sobradinho (DF).

A decisão foi proferida no último dia 14 pelo desembargador Sandoval Oliveira, que negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do acusado.

João Emmanuel era filho do vice-prefeito do município de Isaías Coelho, no Piauí, George Moura. O caso gerou forte comoção entre familiares, amigos e na população piauiense.

No pedido encaminhado à Justiça, a defesa alegou que Guilherme Silva é primário, possui residência fixa, trabalho e não tem antecedentes criminais. Sustentou ainda que o episódio teria sido “isolado” e tentou enquadrar o caso como homicídio culposo, solicitando a revogação da prisão preventiva ou, de forma alternativa, a substituição por medidas cautelares.

Ao analisar o pedido, o magistrado destacou que a gravidade dos fatos e a confissão do investigado justificam a manutenção da prisão. Segundo a decisão, a violência empregada no crime demonstra periculosidade e torna inadequadas medidas alternativas à prisão, sendo necessária a custódia para garantia da ordem pública.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, Guilherme Silva seguiu a vítima e a agrediu com extrema violência, desferindo socos, chutes e pisadas na região da cabeça após o professor cair ao chão. Mesmo com João Emmanuel agonizando, o suspeito deixou o local e seguiu para o trabalho. A perícia constatou lesões graves no rosto da vítima, incluindo a marca do calçado do agressor.

O delegado Ricardo Viana, responsável pelo caso, informou que o inquérito aponta motivação homofóbica e que o investigado deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel. Em depoimento, o próprio suspeito afirmou que iniciou as agressões após supostos gestos feitos pela vítima, versão que ainda é apurada pela polícia.

O corpo do professor foi trasladado para o Piauí e sepultado em Isaías Coelho, sob forte comoção. Familiares e amigos seguem cobrando justiça e punição rigorosa para o responsável pelo crime.   180Graus

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