Mãe denuncia escola em São Paulo por racismo após filho ser fantasiado de macaco

Mãe denuncia escola em São Paulo por racismo após filho ser fantasiado de macaco

04 de junho de 2022 às 21:42Por Rodolfo Valentim

Em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, uma mãe realizou um Boletim de Ocorrência contra o Centro Educacional Infantil (CEI) Monte Carmelo II, alegando que seu filho, de apenas 3 anos, foi vítima de racismo na instituição. Stephanie Silva conta que comprou uma fantasia de palhacinho para o pequeno participar de uma confraternização na escola, cujo tema era “circo”, mas foi surpreendida ao ver imagens do filho com uma máscara de macaco.

“Comprei a roupinha, e ele estava superanimado em participar da festa. Quando saiu da escolinha, não estava com todas as peças, mas acabei não questionando sobre o que tinha acontecido”, conta a mãe para o g1, de onde são as informações.

Stephanie relata que só soube do ocorrido no dia seguinte, quando viu o filho usando uma máscara de macaco em um vídeo publicado no Instagram da escola. Na gravação, outras crianças cantam para o pequeno: “você virou, você virou um macaco”.

Segundo a mãe, o filho não pediu para ser o macaco, foi escolhido pela professora. “Ele é uma criança muito alegre, muito ‘espoleta’, e no vídeo dá para ver que ele está desconfortável, está perdido ali”, relata Stephanie.

Na sequência, ela destaca o racismo, questionando o motivo que o “personagem” não foi dado para outro aluno. “Foi uma atividade para todas as crianças. Por que escolher meu filho para ser o macaco? Por que uma criança preta, sendo que ele já estava com roupa de palhaço?”.

Até o momento, a escola não se pronunciou sobre o caso. Além disso, a mãe alega que não houve nenhum tipo de retratação. A página da instituição deletou os comentários da publicação e enviou uma mensagem privada no Instagram de Stephanie alegando ser um mal-entendido.

Em nota, ao g1, a Secretaria Municipal da Educação declara que o “caso será apurado e a Diretoria Regional de Educação (DRE) notificará a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela unidade para esclarecimentos, sob risco de penalização, conforme legislação. A DRE está à disposição da responsável pela criança”.

Stephanie lamenta a situação e conta que já sofreu muito preconceito. “Aguentei calada. Mas estou num processo de descoberta, inclusive fazendo transição capilar. Então tocou em uma ferida aberta.”

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