Piauí ocupa o 5º lugar no ranking de mortes por choque elétrico por milhão de habitantes

Piauí ocupa o 5º lugar no ranking de mortes por choque elétrico por milhão de habitantes

18 de setembro de 2025 às 22:05Por Rodolfo Valentim

O Piauí ocupa o 5º lugar no ranking nacional de mortes por acidentes elétricos proporcionais à população, com 25 óbitos registrados em 2024. Os dados são do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2025 – Ano Base 2024.

O levantamento mostra que o Piauí registrou 25 mortes em 30 casos de acidentes por choques elétricos, com taxa de 7,6 óbitos para cada 9,2 ocorrências por milhão de habitantes. Os estados com índices mais altos são Acre (16 mortes em 22 casos), Rondônia (25 em 32), Mato Grosso (37 em 54) e Paraíba (31 em 39).

Ao g1, o engenheiro e perito elétrico Fernando Rodrigues explicou que a maioria dos acidentes e mortes por choques elétricos ocorre dentro de residências e as principais vítimas são crianças e idosos.

“As pessoas não são treinadas, não têm preparo adequado. Na indústria, geralmente, há fiscalização”, pontuou o engenheiro.

“As crianças não têm noção do que estão fazendo e acabam encostando em partes elétricas das instalações. Com os idosos, os acidentes ocorrem por descuido ou dificuldades de mobilidade”, explicou.

Muitos dos acidentes são causados pelo uso de equipamentos não certificados, que não seguem os padrões de segurança.

“Os erros mais comuns ocorrem na instalação elétrica e no uso de adaptadores. Um carregador original custa R$ 150, mas o camelô vende por R$ 20. Esse tipo de produto não tem proteção adequada nem isolamento suficiente para evitar choques”, concluiu.

Como evitar choques e curto-circuitos

Fernando Rodrigues apresentou orientações para evitar choques elétricos e curtos-circuitos em residências e ambientes de trabalho.

Evitar o uso de benjamins (adaptadores em formato de “T”)

Segundo o engenheiro, o uso de adaptadores sobrecarrega o sistema elétrico, aumentando o risco de acidentes.

“Causa um aumento de equipamentos elétricos, sem a devida alteração da proteção. Quer dizer, não trocaram o disjuntor, não trocaram a fiação, só colocaram mais equipamentos”, explicou.

Dimensionar corretamente a instalação elétrica

“É preciso analisar se é uma casa ou apartamento, onde será instalado o ar-condicionado, se há proteção adequada no local, como disjuntor apropriado, e se o terceiro pino da tomada está ligado ao aterramento”, explicou.

Usar produtos certificados

Dar preferência a equipamentos com selo de qualidade de órgãos como Inmetro e Anatel.

Dar preferência à realização de reparos elétricos com profissionais especializados

“O profissional não faz emendas de qualquer jeito, usando materiais não originais. Isso aumenta o risco, por utilizar algo não certificado ou não homologado pelo Inmetro”, explicou.

Realizar verificações periódicas na instalação elétrica

Segundo o engenheiro, fios expostos podem ressecar, ficar úmidos ou sofrer danos, provocando acidentes. Também é necessário fazer reapertos nas tomadas e disjuntores.

Seguir rigorosamente o manual de instalação dos equipamentos.

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