Polícia prende advogados acusados de fraudar aposentadorias em Corrente

Polícia prende advogados acusados de fraudar aposentadorias em Corrente

26 de março de 2015 às 18:51Por Rodolfo Valentim

aposentadossNas primeiras horas do dia desta quinta-feira (26), o Promotor de Justiça Rômulo Paulo Cordão, atuante em Corrente, no sul do Piauí, conduziu uma operação que resultou na prisão de seis pessoas, dentre elas três advogados.

Segundo o promotor, os advogados presos foram identificados como Gustavo Alfredo do Val Nogueira, Henrique Marcel Mascarenhas Paranaguá e André Rocha de Sousa. Uma mulher identificada como Nalbia da Silva Ferreira também foi presa, ela se passava por advogada.

A operação SERENDIPTA deflagrada por volta das 6 horas em parceria com o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Estado do Piauí foi decorrente de investigações iniciadas há um ano e três meses.

A operação visa ao cumprimento de ordens de prisão preventiva, temporária, conduções coercitivas e buscas e apreensões contra mentores, operadores e colaboradores de esquema criminoso, que se organizou com o fim de cometer crimes, tais como Associação Criminosa, Crimes contra a Administração Pública, Estelionato, Fraude Processual e Tergiversação.

De acordo com o delegado João Rodrigo, a quadrilha utilizava pessoas conhecidas como “coiotes” na abordagem dos idosos, e cada uma destas, recebiam R$ 50 (cinquenta) pelo serviço.

Policiais de Corrente, Gilbués e Curimatá, além de militares do 10º Batalhão de Polícia Militar, participaram da ação.

A organização criminosa atuava prometendo cancelar empréstimos de aposentados, ingressando com ações no Juizado Especial Cível da Comarca de Corrente, utilizando-se de meios ardis para lesar as vítimas, bem como instituições financeiras. As investigações também apontaram que o grupo criminoso atuava há mais de cinco anos em todo o extremo sul piauiense, contando, inclusive, com a participação de funcionário público do Poder Judiciário.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão, quatro conduções coercitivas e 10 dez buscas e apreensão. O Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens e contas e quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os envolvidos.         portalaz

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