Após alta hospitalar, primo de crianças desaparecidas auxilia na busca

Após alta hospitalar, primo de crianças desaparecidas auxilia na busca

21 de janeiro de 2026 às 20:08Por Rodolfo Valentim

O menino Anderson Kauan, de 8 anos de idade, auxilia nas buscas dos primos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos há três dias, em Bacabal, no interior do Maranhão. Após ter recebido alta depois de 14 dias internado no hospital geral do município, Kauan mostrou aos policiais o caminho que percorreu com seus primos, até uma cabana abandonada, localizada próxima às margens do Rio Mearim.

Kauan foi acompanhado por uma equipe de atendimento especializada e com apoio psicológico, após autorização da Justiça.

As buscas, que contam com apoio de cães farejadores e mergulhadores, seguem sem qualquer pista sobre o paradeiro das crianças. Atualmente, as buscas estão concentradas na região da cabana, chamada de casa caída, onde cães farejadores indicaram a presença das crianças.

Militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.

“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, informou o governador do estado, Carlos Brandão, em uma rede social.

Desaparecimento

As três crianças desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desaparecido, e informou ter deixado os dois primos no local da casa caída enquanto buscava ajuda.

A área de buscas, de cerca de 54 km², é marcada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, o Rio Mearim e lagos.

A operação de busca reúne profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Marinha e Exército, quilombolas e voluntários.

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