Preso que acusou delegado de o indiciar por recusa para ‘se conhecerem melhor’ é investigado por tráfico de drogas

Preso que acusou delegado de o indiciar por recusa para ‘se conhecerem melhor’ é investigado por tráfico de drogas

10 de abril de 2025 às 22:22Por Redação

O preso que alegou ter sido indiciado por um crime após se recusar a ter um envolvimento amoroso com o delegado responsável pelas investigações do crime de tráfico de drogas, pelo qual ele é suspeito, foi identificado. Trata-se de Victor Manoel de Melo Sousa, de 23 anos.

Conforme os autos processo, Victor Manoel foi denunciado no dia 17 de maio de 2024 pelos crimes de tráfico de drogas associação para o tráficog1 tenta contato com a defesa dele.

Ele foi apontado como parceiro de outro jovem que responde ao mesmo processo. A investigação da Polícia Civil indicou que Victor Manoel atuava no tráfico como uma espécie de “delivery de drogas” na cidade de Luzilândia, localizada a 241 km ao norte de Teresina.

O jovem fez a acusação contra o delegado Antônio Alves, titular da delegacia de Luzilândia, durante uma audiência virtual no Fórum da cidade, no dia 1º de abril. O delegado negou a acusação e afirmou que a declaração é uma tática da defesa do preso para tentar desqualificar a investigação policial.

Na sessão, a Justiça concedeu a ele o benefício de liberdade provisória, com a imposição de medidas cautelares: comparecer mensalmente ao Juízo; manter o endereço atualizado; não frequentar bares, pontos de drogas e semelhantes e proibição de ausentar-se de Luzilândia.

Preso diz que delegado ofereceu dinheiro para ‘conhecê-lo melhor’

Na audiência, o preso declarou se recusou a ir para a casa do delegado e que a autoridade policial fez pagamentos de quantias em dinheiro para “conhecê-lo melhor”.

O delegado afirmou que os valores foram pagos em uma tentativa de delação premiada, para que o suspeito revelasse nomes de criminosos. O detento negou e afirmou que o delegado estava mentindo.

⚖️A delação premiada é um acordo pelo qual um acusado pode confessar o crime e denunciar um ou mais envolvidos na mesma prática criminosa à qual responde, em troca de redução ou isenção de pena. A legislação brasileira não prevê compensação financeira para a celebração desse acordo.

O investigado contou que recebeu dinheiro de Antônio Alves pelo menos três vezes, mas nunca chegou a ir até a residência. Ainda segundo o preso, após as recusas, o delegado começou a ir até a casa dele para levá-lo à delegacia.

O investigado disse que apenas em um desses momentos teria sido ameaçado para revelar nomes de criminosos da região e, caso não contasse, poderia ser preso.

Após a audiência, a Corregedoria da Polícia Civil do Piauí (PCPI) e o Ministério Público do Piauí (MPPI) foram comunicados das acusações para tomarem as providências cabíveis. O MPPI informou que já um procedimento para investigar a acusação do preso.

A Corregedoria da PCPI afirmou que aguarda notificação oficial da Justiça para também iniciar um procedimento.  G1-PI

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