Polícia Civil indicia mulher por fraude processual e feminicídio de companheira, em Teresina

Polícia Civil indicia mulher por fraude processual e feminicídio de companheira, em Teresina

16 de janeiro de 2025 às 19:16Por Redação

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) finalizou o inquérito sobre a morte de Karita Joara de Lima Santos, de 35 anos, encontrada morta em sua residência em Teresina, em setembro de 2024. A ex-companheira da vítima, Maria do Perpétuo, foi indiciada por feminicídio e fraude processual. O g1 não conseguiu contato com a defesa dela.

Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de feminicídio do DHPP, o inquérito levou como provas-base os laudos cadavéricos que confirmaram que a vítima foi morta por estrangulamento. A suspeita tentou forjar um suicídio da vítima, afirmando aos policiais que encontrou a companheira enforcada.

Além disso, segundo a delegada, as câmeras do local do crime mostra que apenas a suspeita e a vítima estavam no local. Ela foi indiciada por feminicídio, pela morte de Karina e por fraude processual.

“Entendemos que houve a prática de feminicídio e também fraude processual, já que a suspeita inicialmente apresentou a versão de suicídio. Tanto os laudos do local quanto o laudo cadavérico apontam para uma morte violenta por meio de estrangulamento”, explicou a delegada.

Maria está presa de forma temporária desde 27 de novembro. Com a aproximação do fim do prazo para a prisão temporária, a delegada solicitou à Justiça a conversão para preventiva, que foi concedida. O mandado foi cumprido na última quinta-feira (9), na Penitenciária Feminina da capital.

Agora o caso segue para o Ministério Público, que avaliará os documentos e decidirá sobre a denúncia.

Morte da companheira

Karita Joara morreu em 26 de setembro de 2024 em sua casa no bairro São Pedro, Zona Sul de Teresina. Ao acionar a polícia, Maria do Socorro afirmou aos policiais que encontrou a companheira enforcada, vítima de suicídio.

Segundo a delegada Nathália Figueiredo, a suspeita alegou que Karita se enforcou com um cinto preso a um gancho usado para pendurar redes. Entretanto, os legistas encontraram ferimentos que não são compatíveis com essa versão. As lesões encontradas no pescoço de Karita apontam que ela foi vítima de enforcamento de forma “horizontal”. Ou seja, por algo ou alguém que estivesse na mesma altura que ela.

Casa esvaziada

A família de Kárita Joara soube da sua morte através da companheira Maria. Segundo Daniel, quando os familiares foram a casa de Kárita, depois da sua morte, a residência havia sido arrumada e limpa.

Maria, a companheira, também havia recolhido todos os seus pertences da casa de Kárita, onde morava, e saído de Teresina. De acordo com Daniel, ela foi para uma cidade no interior do Piauí e não estava presente no velório e enterro da namorada.   G1-PI

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