Laudo confirma que Alice Borges morreu após ser esganada; ex é indiciado por feminicídio

Laudo confirma que Alice Borges morreu após ser esganada; ex é indiciado por feminicídio

06 de maio de 2025 às 19:30Por Redação

Um laudo cadavérico confirmou que Alice Borges Barroso, de 25 anos, foi morta após ser esganada. A jovem foi encontrada sem vida no Rio Surubim, em Campo Maior, no dia 20 de abril. O exame identificou duas equimoses na parte frontal do pescoço e apontou asfixia mecânica por constrição do pescoço como causa da morte. Conforme a Polícia Civil do Piauí, a hipótese de afogamento foi “totalmente descartada”.

SUSPEITO PRESO

Com base no inquérito concluído nesta terça-feira (6), o suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Darlan Oliveira Sousa, que está preso desde o dia 22 de abril. O caso é tratado como feminicídio.

De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e Grupos Vulneráveis (DEAMGV) de Campo Maior, o investigado tinha um histórico de violência contra Alice, relatado por testemunhas e comprovado por documentos.

As investigações apontam que a jovem sofria agressões físicas e psicológicas de forma recorrente. “Diante da comprovação da materialidade do crime e da existência de fortes indícios de autoria, a autoridade policial representou pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva, a qual foi decretada pela Justiça”, diz o inquérito.

Com a conclusão do inquérito, Darlan foi indiciado por feminicídio, com agravantes pelo meio cruel e pelo fato de a vítima ser mãe de duas crianças.

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Alice Borges e o suspeito de feminicídio, Darlan Oliveira | Foto: Reprodução – Redes sociais

A MORTE DE ALICE

Alice foi encontrada morta no domingo, 20 de abril, na barragem do Rio Surubim, em Campo Maior. Ela estava desaparecida desde o dia anterior, quando, segundo testemunhas, estava acompanhada do ex-namorado, Darlan de Oliveira Sousa. Ele foi preso no dia 22 após se apresentar espontaneamente à Polícia Civil.

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

Conforme a delegada Emylly Kaynar, Alice havia registrado boletim de ocorrência por lesão corporal contra Darlan dias antes do crime. Também relatou à polícia que ele já havia tentado afogá-la em outra ocasião. 

Testemunhas também comentaram sobre o comportamento suspeito de Darlan no dia do desaparecimento. Segundo uma amiga da vítima, ele demonstrava nervosismo e tentou impedir que a polícia fosse acionada.

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