Governo Lula estuda fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar CNH, diz ministro

Governo Lula estuda fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar CNH, diz ministro

29 de julho de 2025 às 16:42Por Redação

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda acabar com a exigência de aulas em autoescola para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta tem como objetivo reduzir os custos do processo, que atualmente variam entre R$ 3.000 e R$ 4.000, a depender do estado.

A declaração foi dada durante entrevista ao videocast da Folha de S.Paulo. “O Brasil é um dos poucos países que exige um número obrigatório de horas-aula para prestar o exame. A autoescola continuará existindo, mas poderá deixar de ser obrigatória”, explicou o ministro. Segundo ele, a mudança pode ser feita por ato executivo, sem necessidade de aprovação no Congresso.

CNH mais acessível

De acordo com Renan Filho, a proposta já está pronta e será apresentada ao presidente Lula. Caso seja aprovada, o processo de formação de condutores passará a ser mais flexível: o candidato continuará obrigado a passar nas provas teórica e prática, mas poderá escolher como e com quem aprender.

A nova regulamentação permitirá que o aprendiz defina quantas aulas deseja fazer e se prefere contratar uma autoescola tradicional ou um instrutor autônomo credenciado, sem vínculo com empresas.

O ministério esclareceu ainda que o aprendizado poderá ocorrer em locais privados, como condomínios ou circuitos fechados. No entanto, treinar em vias públicas sem um instrutor continua sendo infração de trânsito — ou seja, pais ou responsáveis não poderão ensinar filhos a dirigir nas ruas.

Outra possível mudança é o fim da exigência de veículos adaptados para treinamento. O aluno poderá usar o próprio carro ou o do instrutor.

Renan Filho argumentou que os custos da habilitação são um dos principais obstáculos para parte da população. “A CNH custa quase o valor de uma moto usada. Em algumas cidades, até 40% das pessoas dirigem sem habilitação”, afirmou. Ele também comparou o modelo atual a uma exigência injusta: “Seria como obrigar alguém a pagar um cursinho caro para poder entrar numa universidade pública”.

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