Cabo da PMPI preso suspeito de fraude em concursos de PE pode ser expulso da polícia, diz corregedor

Cabo da PMPI preso suspeito de fraude em concursos de PE pode ser expulso da polícia, diz corregedor

26 de março de 2026 às 12:23Por Redação

Um cabo do 20º Batalhão da Polícia Militar de Paulistana (PI), preso suspeito de participar de um esquema de fraudes nos concursos do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça de Pernambuco, pode ser expulso da PM do Piauí, de acordo com a corregedoria da corporação no estado. A atuação específica dele no esquema ainda não foi informada. O g1 procura a defesa dele.

O tenente-coronel Richarle França, comandante do 20º BPM, afirmou que o cabo foi preso em Petrolina (PE). O batalhão recebeu os documentos da prisão, enviados pela Polícia Civil de Pernambuco, e vai enviá-los para a corregedoria.

Segundo o coronel Newmarcos Pessoa, corregedor da PM do Piauí, o órgão vai analisar a documentação e decidir se abre um conselho disciplinar para investigar o comportamento do policial militar.

O conselho disiciplinar é composto por três oficiais da corporação, que apuram o caso internamente e dão direito de defesa ao policial investigado.

“Se realmente for confirmado a culpabilidade ou o envolvimento dele nesse tipo de crime, independentemente do processo civil que vai correr lá [em Pernambuco], um processo disciplinar vai ser aberto aqui para analisar a permanência ou a expulsão dele da PM“, disse o coronel ao g1.

Como era o esquema de fraudes

Duas operações da Polícia Civil de Pernambuco, realizadas na quarta-feira (25), prenderam o líder e vários membros de uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos.

Os criminosos atuaram nos certames do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas foram aplicadas em 2025.

Segundo a Polícia Civil, os candidatos pagavam até R$ 70 mil para contratar a quadrilha que oferecia diversos serviços, como cópias de gabaritos, “clones” – que são pessoas que vão no lugar do candidato fazer a prova – e dispositivos de transmissão.

Entre os equipamentos estão pontos eletrônicos e celulares adaptados para não serem reconhecidos pelos detectores de metais.

A PCPE não informou quais concursos e quais estados foram alvos dos suspeitos, pois as investigações seguem em andamento.

Apesar disso, informou que ao menos quatro servidores de segurança pública participaram do esquema, sendo três policiais militares e um guarda municipal. Entre o grupo, três eram membros da organização e um, cliente.      G1-PI

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