Grupo preso no PI vendia 180 mil litros de combustível adulterado por mês

Grupo preso no PI vendia 180 mil litros de combustível adulterado por mês

10 de novembro de 2014 às 22:25Por Redação

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Grupo criminoso comprava combustível abaixo do preço de mercado (Foto: Catarina Costa/G1)

O grupo preso em Teresina suspeito de adulterar combustível chegou a comercializar cerca de 180 mil litros de gasolina e diesel por mês. Segundo o delegado geral James Guerra, oito pessoas foram presas, entre elas dois caminhoneiros que repassavam a um preço abaixo do mercado o combustível puro que seria modificado pela organização criminosa. A Polícia Civil realizou a Operação Bomba D´água e conseguiu localizar em um galpão na Avenida do Ipês, Zona Sudeste de Teresina, cerca de 200 mil litros de gasolina adulterada.

Conduzidas por homens do 5º Distrito Policial e do Grupo de Repressão ao Crime Organizado, as investigações que duraram três meses foram iniciadas após uma denúncia e levaram até uma organização criminosa que comprava, adulterava e revendia combustível em pontos distribuídos por praticamente todo o estado.

“Eles fazem parte de uma organização criminosa e tinham inclusive vários postos no sul do estado, mas que vendiam em outros pontos por todo o território piauiense. Eles comercializavam cerca de 6 mil litros por dia, o que dá quase 180 mil litros todo mês”, revelou a polícia.

Além da apreensão do combustível adulterado, os policiais encontraram outras irregularidades no galpão que poderiam pôr em risco toda a área.

“Encontramos 200 mil litros de combustível adulterado e também localizamos um tanque ilegal dentro da área. É um local de alto risco porque poderia haver explosões. Como o local fica perto de uma faculdade, se tivesse ocorrido o pior, seria uma verdadeira tragédia”, destacou o delegado.

Um dos agentes que participou da operação explicou ainda como era feito o processo de adulteração e aquisição da matéria-prima por parte dos criminosos. Outro detalhe apresentado era que a organização utilizava inclusive o trabalho de adolescentes no trato com o combustível feito manualmente.

“Eles compravam a gasolina por R$ 1,80 o litro e o óleo diesel por R$ 1,40 dos caminhoneiros. Depois rompiam o lacre do tanque dos caminhões e faziam o procedimento acrescentando água e outros solventes na mistura. Aí era só revender por um valor abaixo do preço de mercado. Nessa operação, observamos também a participação de menores no processo de adulteração”, contou.

As oito pessoas presas foram liberadas ainda na noite de domingo (9) após uma ordem judicial e pagamento de fiança. Segundo o delegado James Guerra, a liberação não seria possível devido os crimes nos quais os suspeitos foram enquadrados.

“Os crimes nos quais eles foram enquadrados não cabiam fiança. Realmente não sabemos o que aconteceu. Até o momento não fechamos todos os delitos que eles praticaram, mas já sabemos, preliminarmente, que eles irão responder por furto de combustível, lavagem de dinheiro, associação criminosa, crime ambiental e crime contra o consumidor”, ressaltou.

Durante a operação vários caminhões e carros particulares foram apreendidos. Ainda conforme James Guerra, as investigações irão prosseguir e outras pessoas ainda podem ser presas.

“A investigação continua. Os indivíduos que foram liberados serão indiciados mesmo não estando presos agora, pelos crimes já listados e até por outros”, finalizou o delegado.

“A investigação continua. Os indivíduos que foram liberados serão indiciados mesmo não estando presos agora, pelos crimes já listados e até por outros”, finalizou o delegado. G1

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