Mulher mantida oito meses em cárcere no Piauí por homem que conheceu na internet retorna para casa no Ceará

Mulher mantida oito meses em cárcere no Piauí por homem que conheceu na internet retorna para casa no Ceará

01 de janeiro de 2023 às 00:15Por Redação

A mulher de 48 anos mantida em cárcere privado por oito meses com homem que conheceu pela internet retornou para a casa, em Campos Sales (CE), nesta sexta-feira (30). Segundo o delegado Bruno Luz, titular da cidade, familiares da vítima foram até Água Branca, Sul do Piauí, buscá-la.

“Entramos em contato com os familiares da vítima e solicitamos que eles viessem buscá-la, para ela não embarcar sozinha. Os policiais escoltaram ela e a família até o ônibus com destino a Campos Sales [a cidade fica a cerca de 350 km de distância de Água Branca]”, revelou o delegado.

A vítima foi resgatada na tarde dessa quinta-feira (29) após pular o muro do quintal e fugir da casa do suspeito, identificado como Ideni Gonçalves de Farias, de 50 anos. Ao chegar à rua, ela conseguiu pedir ajuda a uma viatura da PM que passava pela região.

De acordo com o relatório dos policiais militares do 18º Batalhão, a mulher foi encontrada no Residencial Macedo, por volta das 13h e estava com lesões nos braços. Ela informou que havia sido espancada, que era ameaçada de morte e que ele andava à sua procura.

Ideni Gonçalves de Farias foi preso suspeito de violência doméstica, sequestro e cárcere privado. Durante audiência de custódia, nesta sexta-feira (30), o juiz concedeu liberdade provisória e impôs medidas cautelares ao autuado.

Vítima diz que engravidou e foi obrigada a abortar
Conforme relatos da vítima na delegacia, o suspeito a mantinha sob abusos físicos, sexuais e psicológicos. De acordo com o delegado Bruno Luz, a mulher é de Campos Sales (CE) e conheceu o suspeito em um site de relacionamentos.

Durante o período de cárcere, conforme relatou, ela chegou a engravidar e ser obrigada a abortar. Mesmo com a soltura do suspeito, o delegado destacou que a investigação do caso continua.

“Ele nega que tenha praticado, mas pelas declarações dela, ele a subjugava porque era mulher. Ela disse que chegou a ficar grávida dele e teve que praticar um aborto. Ela foi levada a um hospital para coletar sangue e detectar presença de BETA HGC [exame de gravidez], mas não foi identificado devido ao tempo. Mas isso continuará sendo investigado”, contou.               G1-PI

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