Acusado de crime na Lei de Licitações, prefeito Luiz Menezes será ouvido por juiz 

Acusado de crime na Lei de Licitações, prefeito Luiz Menezes será ouvido por juiz 

19 de abril de 2018 às 15:32Por Redação

[A pena para o crime é detenção de três a cinco anos de prisão e multa.]

Foto: Ascom PMP

Através do juiz convocado Clodomir Sebastião Reis, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou expedição de carta de ordem ao juízo federal da Seção Judiciária do Piauí para que promova o interrogatório do prefeito de Piripiri, Luiz Cavalcante e Menezes, em ação penal em que o réu é acusado de crime da Lei de Licitações.

Luiz Menezes foi denunciado por supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos federais provenientes do Fundef para o Programa “Toda Criança na Escola” do Ministério da Educação. “O crime foi descoberto em fiscalização da Controladoria-Geral da União – CGU (11° Sorteio do Projeto de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos), tornando por base a análise das várias notas de empenho das despesas com os serviços de transporte escolar e das cópias dos respectivos recibos de pagamentos e cheques, todos assinados pelo denunciado”, aponta a peça acusatória.

A denúncia foi recebida pelo Juízo Federal da 3ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Piauí, em 13/08/2014. Em seguida o Juízo Federal declinou da competência em favor do TRF1, dada a diplomação e posse do Réu para o exercício do cargo de Prefeito do Município de Piripiri/PI.

De acordo com a denúncia, “restou apurado que o denunciado, consciente e deliberadamente, no exercício de 2003, deixou de licitar a contratação de serviços de transporte escolar para o ensino fundamental, realizando despesas da ordem de R$ 198.044,60 (cento e noventa e oito mil, quarenta e quatro reais e sessenta centavos), valor este muito acima do limite legal de dispensa de licitação”.

A ação pede a condenação de Luis Menezes pela prática do crime previsto no art.89 da Lei 8.666/93 (Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade).

A pena para o crime é detenção de três a cinco anos de prisão e multa.

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