Caso Isabela: Justiça concede regime aberto e Alexandre Nardoni vai deixar a prisão

Caso Isabela: Justiça concede regime aberto e Alexandre Nardoni vai deixar a prisão

07 de maio de 2024 às 05:55Por Redação

Condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha, Isabella, Alexandre Nardoni deve deixar a prisão nesta segunda-feira (6) após a Justiça conceder progressão para o regime aberto. Ele está há 16 anos detido na Penitenciária II, em Tremembé, no interior de São Paulo.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (6) e é assinada pelo juiz José Loureiro Sobrinho, que apontou que Nardoni “mantém boa conduta carcerária, possui situação processual definida, cumpriu mais de 1/2 do total de sua pena, e encontra-se usufruindo das saídas temporárias, retornando normalmente ao presídio, teve o Relatório Conjunto e Avaliação com parecer favorável”.

Ainda segundo a decisão, apesar do parecer desfavorável do Ministério Público de São Paulo, que fez um novo pedido na Justiça para que o preso realize outro exame psicológico, “não há óbice à progressão devido à gravidade do delito”.

Ao ser solto, Nardoni, contudo, ainda terá que cumprir uma série de requisitos, são eles:

Comparecer trimestralmente à Vara de Execuções Criminais competente ou à Central de Atenção ao Egresso e Família para informar sobre suas atividades;
Obter ocupação lícita no prazo de 90 dias;
Permanecer em sua residência durante o repouso, no período compreendido entre 20h00 e 06h00, salvo com autorização judicial;
Não mudar da Comarca sem prévia autorização do juízo;
Não mudar de residência sem comunicar o juízo;
Não frequentar bares, casas de jogo e outros locais incompatíveis com o benefício conquistado.

Relembre o caso

O assassinato de Isabella Nardoni, crime de grande repercussão que chocou o país, aconteceu no dia 29 de março de 2008, quando a menina de apenas cinco anos foi jogada pelo pai e pela madrasta da janela de um apartamento na capital. Isabella caiu do sexto andar do apartamento onde morava o casal Nardoni, no Edifício London. Para a justiça , porém, não foi uma queda acidental, mas sim um homicídio. A menina foi agredida e, depois, arremessada.

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