Irmã de piripiriense morto em SP diz que família foi vítima de racismo pelo WhatsApp

Irmã de piripiriense morto em SP diz que família foi vítima de racismo pelo WhatsApp

23 de outubro de 2015 às 14:14Por Redação

RACISMO1A irmã de um dos piauienses que morreram atropelados em São Paulo, na última segunda-feira (19), disse que uma mensagem com ofensa racista- que chegou por meio aplicativo WhatsApp- abalou ainda mais a família. Em entrevista exclusiva ao Notícia da Manhã, a dona de casa Antônia Maria Barbosa, pede Justiça pela morte do irmão e do amigo e quer que a Polícia descubra quem é o autor do post de cunho preconceituoso.
“Imagine você ver dois pretos no meio da rua, às 2h da madrugada? qualquer um passaria por cima de medo”, disse a mensagem enviada à família de uma das vítimas, que era negra.

A publicação racista foi escrita por uma mulher e chegou aos familiares de Raimundo Barbosa dos Santos, 38 anos, durante o velório que aconteceu em Piripiri. Bastante abalada, Antônia Maria desabafa: “meu irmão morreu e ela está acabando de matar mais um pouco a minha família”.

A outra vítima foi identificada como José Airton de Andrade, 59 anos. Os dois trabalhavam como pintores e faziam a sinalização de uma ciclofaixa na capital paulista quando foram atropelados pela mulher. A condutora do veículo, identificada como Juliana Cristina da Silva, 28 anos, assumiu que dirigia sob efeito de álcool e deverá responder por duplo homicídio culposo, lesão corporal e fuga sem prestar socorro, o que tem indignado a família das vítimas.

RACSIMO2A publicação racista foi escrita por uma mulher e chegou aos familiares de Raimundo Barbosa dos Santos, 38 anos, durante o velório que aconteceu em Piripiri. Bastante abalada, Antônia Maria desabafa: “meu irmão morreu e ela está acabando de matar mais um pouco a minha família”.

A outra vítima foi identificada como José Airton de Andrade, 59 anos. Os dois trabalhavam como pintores e faziam a sinalização de uma ciclofaixa na capital paulista quando foram atropelados pela mulher. A condutora do veículo, identificada como Juliana Cristina da Silva, 28 anos, assumiu que dirigia sob efeito de álcool e deverá responder por duplo homicídio culposo, lesão corporal e fuga sem prestar socorro, o que tem indignado a família das vítimas.

“Como é que a intenção não era de matar, se a lei que diz que se beber a pessoa não pode dirigir? Ela teve a intenção de matar. A gente quer indenização para as duas famílias. Seis crianças ficaram órfãos. Meu irmão tinha quatro filhos que todos os dias esperavam ele na escada. Meus sobrinhos dizem: ‘mãe liga pro pai, manda ele vir embora”, conta a dona de casa.

Com a tragédia, parentes das vítimas que moram em São Paulo retornarão ao Piauí. O irmão de Antônia Maria morava na cidade paulista há 20 anos. Ele deixou quatro filhos, o mais velho de oito anos de idade e o menor de apenas um ano.

“Está tudo muito recente e ainda estamos em choque. A empresa que meu irmão trabalhava está dando toda a assistência e acompanhando as duas famílias. A mulher do meu irmão está assombrada. Todos os nossos parentes que estão em São Paulo e do José Airton vão voltar para morar no Piauí. Os familiares estão todos assombrados. Tio, sobrinhos, ninguém quer ficar mais lá”, desabafou a dona de casa. cidadeverde

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