Líder e defensora das mulheres: quem é a comandante da Guarda Municipal morta por namorado policial rodoviário

Líder e defensora das mulheres: quem é a comandante da Guarda Municipal morta por namorado policial rodoviário

24 de março de 2026 às 13:38Por Redação

Descrita como uma liderança firme e ao mesmo tempo acessível, a comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, foi assassinada dentro da própria casa pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. O crime chocou a capital do Espírito Santo e interrompeu um período de quase dois anos sem registros de feminicídio na cidade.

De acordo com as informações do g1, o suspeito invadiu o imóvel utilizando uma escada e efetuou cinco disparos contra a vítima. Após o crime, ele foi até a cozinha e tirou a própria vida. À frente do Guarda Municipal de Vitória, Dayse construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao serviço público.

Horas antes de ser morta, Dayse utilizou as redes sociais para falar sobre igualdade e os desafios enfrentados pelas mulheres. Em uma das publicações, feita no Dia Internacional da Mulher, escreveu: “Eu sou mulher, e é claro que meu trabalho já foi descredibilizado por isso! Eu sou mulher, e é óbvio que culturalmente eu fui ensinada a cuidar e não a liderar, mas eu lidero! Eu sou mulher, e é claro que eu já fui chamada de louca! Eu sou mulher, e sempre que imponho meus limites vão dizer que eu sou metida”.

Formada em Pedagogia, iniciou a carreira na área da educação antes de ingressar na corporação, após aprovação em concurso realizado em 2012. Ela foi oficialmente admitida no ano seguinte. Em janeiro de 2023, alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira mulher a assumir o comando da Guarda, acumulando também a função de subsecretária.

No âmbito pessoal, a relação com o autor do crime já apresentava sinais de violência, segundo familiares. O pai da vítima, Carlos Roberto Teixeira, relatou episódios anteriores de agressão. “Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, afirmou. Ainda de acordo com ele, a filha havia decidido encerrar o relacionamento, o que não teria sido aceito pelo policial. O caso é tratado como feminicídio.

A comandante deixa uma filha de oito anos. A criança não presenciou o crime, pois estava com familiares do lado paterno. O velório foi realizado na tarde desta segunda-feira (23), reunindo autoridades, colegas de farda, amigos e familiares. O sepultamento ocorreu poucas horas depois, sob forte comoção. O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil do Espírito Santo.

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