Ministério Público recorre contra liberdade de jovem que matou dois piauienses em ciclofaixa em SP

Ministério Público recorre contra liberdade de jovem que matou dois piauienses em ciclofaixa em SP

23 de outubro de 2015 às 21:02Por Redação

caso-atropelamento-O Ministério Público Estadual entrou com recurso nesta quarta-feira (21) contra a decisão da Justiça que concedeu liberdade provisória à motorista Juliana Cristina da Silva, presa em flagrante na madrugada de domingo (18) depois de atropelar e causar a morte de dois trabalhadores que realizavam a sinalização de uma ciclofaixa na Avenida Luiz Dumont Villares, na Zona Norte de São Paulo.

Juliana foi liberada do 89º Distrito Policial na tarde desta terça-feira (20). Ela passou a noite detida e saiu após pagar fiança de cerca de R$ 15 mil. Ela responderá ao processo em liberdade. Na saída da delegacia, a motorista não quis conversar com os jornalistas.

Juliana terá de entregar a carteira de habilitação, deverá comparecer ao Fórum da Barra Funda a cada dois meses e comunicar à Justiça caso fique ausente da cidade por mais de 30 dias.

A decisão que permitiu à motorista responder o processo em liberdade foi do juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais.

O SPTV conversou com os parentes de Juliana. Eles não quiseram gravar entrevista e disseram que a mãe dela chora o tempo todo. Para eles, o acidente foi uma fatalidade.

RACSIMO2O acidente aconteceu por volta da 1h30 da madrugada de domingo (18) na Avenida Luiz Dumont Villares. José Airton e Raimundo Barbosa pintavam uma ciclofaixa em Santana, na Zona Norte, quando foram atropelados.

José morreu na hora, e Raimundo chegou a ser socorrido à Santa Casa, mas também não resistiu aos ferimentos. A motorista fugiu do local, mas foi parada por testemunhas depois de percorrer cerca de 3 km. A Polícia Militar foi acionada, e ela acabou levada ao 73º DP.

Juliana foi submetida ao exame de etilometria pela polícia e apresentou resultado de 0,85 miligrama por litro de ar – quase três vezes o limite para se configurar o crime de embriaguez ao volante, que é de 0,34 mg/l.

Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.

Raimundo Barbosa dos Santos, de 38 anos, chegou a São Paulo há 19 anos. Ele vivia na Brasilândia, na Zona Norte, com a mulher e quatro filhos. José Airton morava em Francisco Morato, na Grande São Paulo, e tinha seis filhos. G1

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