Piauí aparece em 12º no primeiro Boletim Epidemiológico do Suicídio no Brasil

Piauí aparece em 12º no primeiro Boletim Epidemiológico do Suicídio no Brasil

21 de setembro de 2017 às 22:03Por Redação

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (21) o primeiro Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil. Durante a apresentação dos dados, a diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, considerou os casos registrados no Piauí como um “fenômeno” a se entender. Pelo levantamento, em quatro anos foram registrados 1.253 suicídios no Estado.

Por conta dos reincidentes casos, o Ministério da Saúde garante que vai investigar o que está contribuindo para o aumento de suicídio no Estado.

“É inexplicável. E para nós foi uma surpresa. É um fato para se explorar o que está acontecendo nesse Estado, enquanto o Nordeste é a região do Brasil que tem menor taxa de suicídio. Isso é para a vigilância em saúde investigar o que está acontecendo”, disse a diretora durante entrevista coletiva de apresentação dos dados.

O levantamento é baseado nos casos de suicídio registrados no país entre 2011 e 2016. A pesquisa revela que as mortes por suicídios no Brasil aumentaram 12% nos últimos quatro anos. Em 2015, foram 11.736 notificações enquanto 10.490 registradas em 2011. O estudo é inédito e vai orientar a expansão e qualificação da assistência em saúde mental no país. O objetivo é traçar uma estratégia para a redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020.

A pesquisa revela que ocorreram 48.204 tentativas de suicídio no Brasil entre 2011 e 2015. Entre os dados, chama atenção que 69% das vítimas foram mulheres. Também é destaque que a taxa de mortalidade entre os índios é quase três vezes maior (15,2) do que o registrado entre os brancos (5,9) e negros (4,7).

Nos dados analisados por regiões, a região Sul do Brasil é a que mais registrou casos de suicídios.

Entre os estados o Piauí aparece em 12º no ranking.

O Ministério da Saúde informa que entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicos, como perdas recentes; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica, neoplasias malignas. No entanto, tais aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado no Sistema Único de Saúde conforme um projeto terapêutico individual.

Com estratégia para diminuir os números, o Ministério da Saúde promete instalar Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) nas áreas consideradas de risco.                    Cidadeverde

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