Secadores automáticos dos banheiros podem deixar as mãos mais sujas do que estavam antes

Secadores automáticos dos banheiros podem deixar as mãos mais sujas do que estavam antes

13 de abril de 2018 às 02:10Por Redação

[Micróbios espalhados vêm das fezes, que podem ser lançadas no ar quando damos descargas, especialmente nos sanitários sem tampa]Usar secadores automáticos para secar as mãos pode deixá-las mais contaminadas e sujas do que estavam antes. Segundo um estudo publicado este mês na revista especializada Applied and Enviromental Microbiology, estes secadores sugam os coliformes fecais do ar e os sopram na sua mão, além de espalhá-los por todo o ambiente.

Os cientistas responsáveis pela pesquisa compararam o ar normal do banheiro com o de jatos de secador de mãos e descobriram que colônias bacterianas se desenvolveram muito mais em amostras expostas ao secador. De acordo com o estudo, os secadores de mãos sugam o ar do banheiro, expelindo-as rapidamente, e nos breves momentos em que suas mãos ficam em contato com a saída de ar, elas serão expostas a muito mais bactérias do que o habitual.

De acordo com a revista Live Science, a pesquisa mostrou que os secadores de mão de ar quente participam na disseminação de bactérias potencialmente perigosas. Para a realização do estudo, os pesquisadores coletaram amostras de 36 banheiros da Escola de Medicina da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, para a bactéria Bacillus subtilis, também chamada de PS533, geralmente encontrada em ambientes laboratoriais. Os resultados da pesquisa determinaram que a PS533 foi detectada em todos os banheiros testados, especialmente quando os secadores estavam ligados.

Além disso, os pesquisadores verificaram a parte interna dos secadores para ver se um possível acúmulo microbiano local poderia influenciar no número de bactérias espalhadas pelo ar. Apesar de terem encontrado algumas bactérias no equipamento, isso não foi suficiente para explicar a quantidade de micro-organismos distribuídos pelo fluxo de ar.

Segundo Setlow, os esporos da B. subtilis, que podem sobreviver por anos, não representam riscos para a saúde humana, mas sua presença nos banheiros indica que as bactérias se espalharam pelo ar de todo o edifício. De acordo com os cientistas, os secadores de mãos poderiam ser uma das formas pelas quais essas bactérias se infiltraram no prédio.

Para evitar a contaminação, Setlow está aderindo às toalhas de papel, assim como a Universidade de Connecticut, que as adicionou em todos os banheiros investigados no estudo.                     VejaOnLine

 

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